sexta-feira, 6 de maio de 2011

Centro universitário de Ribeirão Preto expulsa alunas envolvidas em bullyng

Universitária teve o nariz quebrado após ser agredida por colegas de classe; as duas estudantes envolvidas na briga foram expulsas


O Centro Universitário Barão de Mauá, localizado na cidade de Ribeirão Preto, a 313 km da capital paulista, decidiu, após uma sindicância interna, que as duas alunas de enfermagem envolvidas em um caso de agressão no dia 1º de abril deste ano devem ser "transferidas" da instituição de ensino. Na prática, ambas foram expulsas da universidade.

Na época, Ana Cláudia Karen Lauer, de 20 anos, disse que foi vítima de bullying por outra estudante, que negou a acusação. Na briga, Ana Cláudia ficou com hematomas no olho esquerdo. A advogada dela deverá recorrer da decisão, embora Ana Cláudia tenha dito, na época, que não voltaria à instituição. A Polícia Civil investiga o caso.

Em nota, o centro universitário cita que a decisão ocorreu por quebra do regimento interno, que prevê o desligamento em casos disciplinares graves. Entretanto, a agressão teria ocorrido fora das dependências da instituição. A nota informa que a direção optou por apurar o fato e "desligar do quadro discente, por transferência, as alunas do Curso de Enfermagem do Centro Universitário Barão de Mauá envolvidas no evento".

Ana Cláudia alegou que foi agredida pela colega após denunciar, à coordenadoria do curso, que sofria bullying das colegas (agressões verbais e isolamento). A briga ocorreu após as aulas, perto do prédio da universidade, e Ana Cláudia foi atingida no rosto por golpes de capacete.

http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/centro-universitario-de-ribeirao-preto-expulsa-alunas-envolvidas-em-bullyng-20110506.html

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O Governo escuta debate bullying e aponta ações de combate à violência escolar.

Buscar soluções para evitar o crescimento das agressões nas instituições de ensino. Este foi o principal eixo do primeiro fórum O Governo Escuta, realizado na manhã desta quarta-feira (04), no Palácio Piratini, em Porto Alegre, sob o tema "Violência no Ambiente Escolar, Bullying e seus Desdobramentos". Com a presença de representantes do Executivo, Legislativo e Judiciário, o palestrante Marcos Rolim, membro fundador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Instituto Brasileiro de Justiça Restaurativa, apresentou uma ampla definição da forma como se apresenta o bullying nas escolas, ressaltando que "esta é uma agressão invisível e que, infelizmente, alunos de todas as escolas do mundo sofrem desta humilhação". Conforme Rolim, o auge da prática do bullying ocorre entre a 5ª a 8ª séries, sendo que as crianças que mais sofrem têm, em média, 13 anos. Para ele, a principal ação, no sentido de evitar o crescimento destas agressões, ocorre por meio de políticas públicas. "É preciso que fiquem claras as noções de disciplina em relação aos direitos e deveres de alunos e professores, além de um Plano de Emergência e Ação, como as instalações de alarmes em todas as escolas diretamente ligados à polícia, para que haja resposta rápida em situação de risco e casos graves de agressão", destacou. O autor do livro "O Gesto e a Palavra Emparedados: a Violência na Escola", e professor do Instituto de Filosofia da UFRGS, José Vicente Tavares, abordou, em sua fala, o conceito da violência nas instituições de ensino e os sintomas de uma crise social que se apresenta de diversas formas. O professor lembrou que é preciso reconhecer a violência e saber diferenciar para que, a partir daí, possam apontar estratégias de prevenção para cada tipo. O diretor da Escola Padre Reus, considerada exemplo de combate ao bullying na Capital, relatou a vivência da instituição no projeto Escola sem Violência, idealizada pelo professor Aloizio Perdesen e, que por meio da participação de seus alunos em oficinas, reduziu o índice de evasão e violência no ambiente escolar. O coordenador da Central Única das Favelas no Estado e repórter, Manoel Soares, apresentou uma reportagem realizada no bairro Guajuviras, em Canoas, considerado Território de Paz, após as ações realizadas pelo Pronasci, programa do Governo Federal, que desenvolve os eixos de enfrentamento da criminalidade dentro de premissas de cidadania e respeito ao cidadão. Manoel, que se dedica a mostrar os aspectos positivos e construtivos das periferias, ressaltou que "não há atalho para este problema", e que é preciso entender que a violência dentro da escola é resultante da violência social. Participação de internautas As palestras, que foram transmitidas online, resultaram em diversas manifestações de internautas que enviaram perguntas ao governador do Estado. Entre os questionamentos estava o de Vali Cristina Davi, que indagou se o programa "O Governo Escuta faz o que escuta?". Tarso Genro respondeu que, por meio deste fórum, o Executivo serve-se do conhecimento, que é produzido fora do Governo, para aprender."Por isso foi convocada esta reunião, para que estas contribuições sejam agregadas aos projetos do Estado". O governador ressaltou que este é um momento importante de elaboração de grandes políticas públicas e que, as educacionais são fundamentais, visto que o projeto de desenvolvimento social, cultural e econômico constitui uma totalidade, e a educação não é um acessório. "Projetar o nosso futuro de uma maneira adequada e correta. O Governo escutou muito e continuará escutando", finalizou o governador.

Mais sobre o assunto:

Governo organiza Fórum para debater bullying nas escolas
Diretor conta a experiência de sucesso no enfrentamento à violência escolar

Texto: Daiane Roldão da Silva
Foto: Caco Argemi
Edição: Redação Palácio Piratini (51) 3210.4305

domingo, 1 de maio de 2011

1º de Maio – Dia Mundial do Trabalho




“A história do Primeiro de Maio mostra, portanto, que se trata de um dia de luto e de luta, mas não só pela redução da jornada de trabalho, mais também pela conquista de todas as outras reivindicações de quem produz a riqueza da sociedade.” – Perseu Abramo


    O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889, por um Congresso Socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu em 1º de maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época.
    Milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. Naquele dia, manifestações, passeatas, piquetes e discursos movimentaram a cidade. Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia.
    Em memória dos mártires de Chicago, das reivindicações operárias que nesta cidade se desenvolveram em 1886 e por tudo o que esse dia significou na luta dos trabalhadores pelos seus direitos, servindo de exemplo para o mundo todo, o dia 1º de maio foi instituído como o Dia Mundial do Trabalho.

Fonte: IBGE / Ministério do Trabalho

Desejo aos amigos e amigas um ótimo feriado!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

“Menino Mestre e o Rei Zumbi”

O Vereador Marcio Souza apóia projeto que Mestre Klaity e a promotora cultural Andressa Damin aprovaram junto à Fundação Nacional de Artes – FUNARTE que é vinculado ao Ministério da Cultura do Governo Federal.
O Projeto foi selecionado pelo Programa Bolsa FUNARTE de Circulação Literária. Trata-se de uma iniciativa de cunho cultural e literária que distribui livros do “Menino Mestre e o Rei Zumbi”, que aborda a temática afro brasileira, para alunos e educadores da rede pública de ensino.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Aluno é condenado por bullying em Belo Horizonte.

Por Julia Baptista, da Central de Notícias

SÃO PAULO - Um aluno da 7ª série do Colégio Santa Doroteia de Belo Horizonte (MG) foi condenado por prática de bullying contra uma colega de classe. A indenização, fixada pelo juiz Luiz Artur Rocha Hilário, da 27ª Vara Cível de Belo Horizonte, é de R$ 8 mil. A decisão é em primeira instância e ainda cabe recurso.

A estudante disse que, em pouco tempo de convivência escolar, o menino começou a lhe colocar apelidos e fazer insinuações sobre a sua sexualidade. Ela afirmou ainda que procurou a coordenadora da 7ª série e que seus pais chegaram a conversar na escola, mas não tiveram respostas.

Além de indenização por danos morais, a estudante requereu a prestação, pela escola, de uma orientação pedagógica ao adolescente. Para o magistrado, no entanto, não se deve impor ao colégio a orientação pedagógica de aluno. "O exercício do poder familiar, do qual decorre a obrigação de educar, segundo o artigo 1.634, inciso I, do Código Civil, é atribuição dos pais ou tutores", ressaltou.

O representante do colégio declarou que todas as medidas consideradas pedagogicamente essenciais foram providenciadas. Os pais do menino afirmaram que há uma "conotação exagerada e fantasiosa" à relação existente entre os menores. Salientaram que brincadeiras entre adolescentes não podem ser confundidas com a prática do bullying. Afirmaram que o menor, após o ajuizamento da ação, começou a ser chamado de "réu" e "processado", com a pior conotação possível.